terça-feira, 27 de setembro de 2022

O PRIMEIRO GOLPE POLÍTICO-MILITAR NO BRASIL E O FIM DO PERÍODO IMPERIAL

  O PRIMEIRO GOLPE POLÍTICO-MILITAR NO BRASIL E O FIM DO PERÍODO IMPERIAL


 

 

O PRIMEIRO GOLPE POLÍTICO-MILITAR NO BRASIL E O FIM DO PERÍODO IMPERIAL
Dentre os diversos acontecimentos que marcam a história do Brasil, sempre temos aqueles que se sobressaem em importância para os fatos que se sucedem. A queda da monarquia brasileira e a proclamação da república, certamente, foram alguns desses acontecimentos históricos do nosso país. Nas linhas abaixo, veremos que uma série de crises e transformações geopolíticas contribuíram para o desfeche já conhecido: o fim do Império do Brasil e início da república em 1889.
A proclamação da república se deu após a influência de uma série de eventos externos, sendo três deles de suma importância para questões ideológicas e para o enfraquecimento de monarquias absolutistas na Europa: A Revolução Gloriosa (1688), a Revolução Americana (1776) e a Revolução Francesa (1789).
Estes três eventos históricos e geográficos deram origem a um período crítico para as monarquias e governos absolutistas, uma vez que traziam a tona diversos debates sobre liberdades individuais, liberalismo e modelos ideais de cunho democrático, progressista e republicano era a tônica naquele momento histórico.
Como se sabe, o fator ideológico e as influências externas de revoluções e reformas liberais não foram o único motivo que levaram à derrubada o Império do Brasil. Em 1864, o papa Pio IX determinou a excomunhão de todos os católicos maçons com o intuito de conter o crescimento da instituição que ganhava cada vez mais influência e poder econômico naquele período.
O problema era que Dom Pedro II tinha envolvimento próximo com a maçonaria e, embora o mesmo não fosse um maçom, escolhia diversos membros da mesma para ocupar cargos de confiança em seu governo. Por esse motivo, o Imperador não reconheceu a ordem papal. Mesmo assim, os bispos que residiam em território brasileiro suspenderam os fiéis que tinham laços com a irmandade maçônica.
Como resultado, os bispos foram acusados de desobediência e presos. Os religiosos em tela, igualmente, foram obrigados a trabalhar de modo forçado entre 1872 e 1873, recebendo anistia somente em 1875. No entanto, esse fato fez com que uma grande parte da população protestasse contra a atitude considerada autoritária por parte do imperador. A própria igreja católica considerou o ato como o início de uma crise entre a instituição e o Estado.
Nesse momento, o Império já contava com ideologias anti-monarquia crescentes com influências iluministas. Para piorar, a igreja se afastou do governo e passou a criticar a autoridade monárquica. Por fim, uma nova classe se voltara contra Dom Pedro II: a elite burguesa brasileira. O motivo era complexo: o fim da escravidão que o imperador pretendia implementar.
A questão escravocrata era um problema, uma vez que a economia brasileira até então foi formada e moldada com a sombra da mão de obra forçada. No entanto, com os países europeus abolindo a escravatura, o Brasil passa a sofrer pressão - principalmente dos ingleses - que defendiam o fim da escravidão no mundo na totalidade com o intuito de implementar a mão de obra remunerada. Isso se deve ao fato da industrialização desses países, que passa diretamente pela transformação de operários em mão de obra assalariada - e tendo o Brasil como parceiro econômico - exigir o fim desse flagelo humano.
Aos poucos, o imperador foi implantando leis com o intuito de acabar com a escravidão no Brasil, fato que gerou revolta na alta burguesia que usava de tal artifício para não ter custos com o trabalho e assim conseguir acumular mais riquezas e terras. Estava aberta então a terceira via do processo de derrubada do império. A burguesia não queria adequar suas empresas, comércios e indústrias para mão de obra remunerada. Assim como é hoje, naquele período, os indivíduos mais ricos eram sempre ouvidos e influenciavam bastante na vida pública.
Para finalizar, o marco que decretou o fim do império e a queda de Dom Pedro II foi o embate entre ele e o exército. A fim de equalizar as contas do Império do Brasil, foi instaurado em 1883 um projeto de lei que obrigava os militares a contribuir com um sistema de previdência. Até então os mesmos não tinham esse desconto em suas folhas. O motivo era plausível: a economia estava fragilizada após a Guerra do Paraguai (1864-1870) que tinha gerado gastos exorbitantes para o Brasil. Ao mesmo tempo, os empreendedores estavam gerando menos lucros devido ao uso de mão de obra assalariada, que significava um gasto a mais com empregadores.
A reforma econômica era necessária, mas o exército não aceitou a decisão gerando uma série de embates entre às duas instituições com boicotes, revoltas e desobediência por parte dos militares. Com isso, a crise do Império se agravava e o movimento republicano se fortalecia.
Em 1889, o visconde de Ouro Preto foi nomeado chefe do gabinete ministerial, sendo crítico aos monarquistas e também aos militares. Esse fato gerou uma oportunidade de ouro para os republicanos, que tentaram unir-se momentaneamente ao Marechal Deodoro da Fonseca para a tentativa de um golpe republicano.
No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos circularam noticias que o Visconde de Ouro Preto tinha decretado a prisão de Deodoro e outras lideranças republicanas, gerando grande revolta política que ocasionou em uma grande movimentação de republicanos, liberais e militares no dia 15 de novembro a fim de depor o Imperador que, encurralado, não teve escolha. Assim, no mesmo dia, foi decretado o fim do império e proclamado o início de uma nova era: a república do Brasil seguida de uma nova Constituição promulgada em 1891.
FONTE: Estudos Históricos
Texto revisado por Marcio Luis Fernandes

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